É com as
farpas desse tempo
fugaz
que você
me traz
as marcas
suadas
de sua
tatuagem envelhecida
Esse corpo
corroído
essa chaga
invulgar
essa já
bem conhecida
imagem
especular
São as
cicatrizes
de um
corpo adulterado
empedernido,
maculado
que teima
em ficar de pé
São as
sobras
da soma
dos dias e das noites
do pulso,
avulso
de todos
os pulsos
que
gaseificaram em tua veia
como um
pulo na estalagem do tempo
É assim
que você me traz
o desenho,
o sinal
a marca textual
estampada
nas fibras de tua carne
Um esboço
que desvanece
dissipa, esmaece
escondido
por entre a derme
de um
corpo que já não mais te serve
e te
abandona no pulso de agora
Maculado,
empedernido
sugado no ralo das horas
Clarissa F T de Souza
*****
Digo e repito: o mundo precisa ler Clarissa França.
ResponderExcluir